domingo, 28 de fevereiro de 2016

Resenha do Livro A Menina Mais Fria de Coldtown


      No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros, são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown. A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.


      Uma mistura de terror, horror, vingança, burrice e calmaria. A vida de Tana é sem dúvida esquisita.
      Tana foi mordida pela própria mãe quando ainda era pequena, uma infectada louca por sangue para completar a transição. O trauma de ser filha de sua possível assassina ainda a acompanha e por isso ela é cuidadosa. Mas depois de uma festa, ela não teve escolha a não ser dirigir até uma cidade cercada que abriga os 'monstros' e alguns humanos que são idiotas o suficiente para viverem lá porque querem. 
      Seu 'ex-namorado' tentou mordê-la. Ele é uma graça, mas é um idiota que vive colocando ela em apuros, mas mesmo assim ela o ajuda, pois assim como ela, ele sobreviveu à noite de terror. 
      Ela ajudou um vampiro a fugir. E se envolveu com ele depois. 
      Enfrentou alguns vampiros e se deu bem na maior parte do tempo até sua irmã mais nova fazer a besteira de entrar na cidade e acabar com suas chances de sair de lá.
      No fim sobreviveu a mais horrores em uma noite que qualquer humano aguentaria.
     Ficou pedindo uma continuação, espero sinceramente que tenha. O livro merece e nós leitores também!!!

;)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Amada Guerreira

Uma homenagem a todas as mulheres que VENCERAM OU ESTÃO LUTANDO CONTRA O CÂNCER.



Lembro-me de quando novos de casados;
Do teu sorriso e dos teus negros cabelos;
Hoje, só vejo o teu olhar cansado;
Cabeça lisa, preocupada e com receios;

Aquela boca que vez em sempre me envolvia;
Ultimamente só a encontro a soluçar;
E de quando, sem pudor, tu te despias;
Hoje, escondes tu, do meu olhar;

Amada, não me casei com teus cabelos;
Apesar de lindos e de também me conquistar;
Não me casei com os teus bonitos seios;
Que não os  tem, foram levados, pelo mar;

Não me refiro, ao mar de salgadas águas;
E sim, do mar de dor, câncer chamado;
Mas nesse mar, de tristeza cheio de mágoas;
Estou contigo, estarei sempre em teu barco;

Querida, não chores mais, não chores não,
Não se magoe porque se foram os teus seios,
O principal permaneceu, seu coração;
Tenha fé, estou contigo, não tenhas medo.

Sofro, ao sentir a dor que agora sentes;
Pela perda daquele corpo que tivera;
Quero que saibas, és tu, meu maior presente;
Independente do que tinhas e de como era;

Amo-te, amada minha e estou feliz;
Porque o câncer não a pode levar embora;
Você é a mulher que eu sempre quis,
Eu a amo, jogue essa tristeza fora.

Guerreira, lutadora, minha querida;
Feliz estou, porque tu estas comigo;
Outra chance de viver, te deu a vida;
E o resto dela, estarei sempre contigo.

VAMOS LUTAR CONTRA O CÂNCER DE MAMA. Já fez o seu exame? Vou fazer o meu!

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Poema: Maior presente

(por Raquel Lisboa)

Um dia, o Senhor, me enviou;
Um presente que não era merecido;
Merecedora, porém, Ele me tornou;
Ao entregar-te, para mim, querido filho;


Com minhas broncas, sei que o deixo mui zangado;
Às vezes áspera, eu sou ao lhe ensinar;
Mas saibas que estarei sempre, ao teu lado;
Por toda a vida, sempre que tu precisar;


O seu sorriso, para mim, é uma riqueza;
Tê-lo em casa, uma grande alegria;
Não existe, em outro canto, outra beleza;
Maior que tu, meu filho és, a minha vida.






sábado, 29 de novembro de 2014

8. Resenha do livro: A terceira moça - Agatha Christie - Poirot

Resenha do livro:  A terceira moça
(por Raquel Lisboa)
Autor: Agatha Cristie
Editora: L&PM

5/5 Estrelas

Norma é uma garota problemática que na infância tinha adoração pelo pai. Em suas memórias, recordava-se vagamente dos momentos que viveram juntos, quando era ainda, uma criança. Todavia, uma mulher chamada Louise, roubara o coração do seu amado pai e juntos fugiram para outro país. Apesar de nunca deixar faltar-lhe nada, no quesito financeiro, pois eram ricos, Norma sentia falta do afeto paterno, visto que sua mãe tornara-se uma mulher fria e amargurada. Quinze anos se passaram, sua mãe já era falecida, e o pai Andrew retorna para casa, casado  com  outra mulher, pois Louise fora apenas uma paixão momentânea.  

Norma encontra em sua gaveta um vidrinho de erva daninha e tudo indica que tentara matar a madrasta envenenada. Porém, ela não se recorda de nada, mas todas as evidências apontam para ela.
Um assassinato ocorre em seu prédio e mais uma vez, Norma tem fortes ligações com o caso, mas não se lembra... Tudo indica que a moça  tem problemas mentais, mas ninguém sabe ao certo. E foi em um dia de muito desespero e amargura que a jovem procura Poirot, dizendo: “ Acho que cometi um assassinato”.  Assustada com o que acabara de dizer, a garota foge, abandonando os serviços do detetive. 


O que Norma não imaginava é que as células cinzentas de Poirot começaram a funcionar a partir daquele momento, e com a ajuda da Sra. Oliver, o detetive inicia sua investigação para descobrir se de fato a garota é assassina ou inocente, louca ou dissimulada com, praticamente, nenhuma pista. Começa uma corrida contra o tempo para evitar outro possível assassinato e, mais uma vez, como todas as tramas da rainha do crime, o caso é solucionado de uma maneira gloriosa. Sim, gloriosa. Numa época em que não há as tecnologias atuais, Christie mostra que uma pessoa gananciosa e inteligente consegue enganar a polícia, mas que se tiver a infelicidade de deparar-se com outrem tão inteligente quanto, a história muda de final... O caçador torna-se a caça e mais uma vez, temos a ratificação de que a mentira tem pernas muito curtas...
Indicado para quem gosta de suspense e romances policiais.

Quer aventurar-se? Disponho do livro para trocas... Caso tenha interesse, preencha o formulário!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Poema: Adeus

(por Raquel Lisboa)



"Eita, Morte! Sua Inimiga da Vida! Pesadelo dos sonhos! Pranto dos risos! Sorrias, né? Porque sabes que de ti ninguém escapa." 





O tempo passou muito ligeiro;
E não pude demonstrar tudo o que sinto;
Você, partiu prá sempre, muito cedo;
Se foi, não volta mais, partiu sucinto.

Deixou uma tristeza muito infinda;
Em meu sorriso, um riso triste, de amargura;
De ti, lembro-me muito e, sei que ainda;
Para sempre, minha amizade, será tua.

Tudo a minha volta traz saudade;
Mas procuro, dentro de mim, manter a calma;
Se desejar, viver bastante, for vaidade;
E quanto a ti, partiu tão jovem, dói na alma.

Mesmo que, os nossos planos, terminaram;
E a tristeza, se apoderou, com sua partida;
Quero que saiba, suas lembranças, não findaram;

No coração, sempre a terei, querida amiga.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Poema: O meu mal é te querer

(por Raquel Lisboa)



Eu não entendo o porquê te quero tanto;
Se tu me amas, não consegues demonstrar;
Ficas com outras, esse é o meu grande pranto;
Eu só queria poder deixar de te amar.


Eu não consigo ficar sem, tua presença;
Mesmo ciente, de que és motivo de minha dor;
Muita tristeza, mágoa é, minha sentença;
Alto é o preço, por eu lutar, por teu amor.


Mas eu espero, tê-lo um dia ao meu lado;
Tua presença e o teu amor, também;
Espero tê-lo só por mim, apaixonado;
Todinho meu, somente meu e de mais ninguém.





sábado, 27 de setembro de 2014

7. RESENHA DO CONTO – O Vampiro de Sussex

(por Raquel Lisboa)

Uma esposa amorosa e afetuosa é vista mordendo o pescoço de seu próprio bebê. Por algumas vezes, foi surpreendida maltratando o enteado de quinze anos, que ao sofrer um acidente na infância, ficou manco.

Fatos que não condiziam com a doçura e o encanto daquela mulher. O pai de família, apavorado, busca refúgio em Sherlock Holmes, mesmo considerando o seu caso perdido.
Seria a sua mulher, uma doente mental ou uma vampira?

Esse conto, muito bem escrito pelo Sir. Conan Doyle, traz em algumas páginas um incrível mistério que só é desvendado pelo próprio autor. Por diversas vezes, coloquei o meu senso investigativo em prática, para tentar solucioná-lo, em vão.

Ciúmes, mágoa, inferioridade, inveja, são descritos de maneira sucinta nesse conto maravilhoso e, não é difícil acreditar que uma pessoa, movida por tantos sentimentos maléficos, cometa qualquer tipo de atrocidade.

O conto é curtíssimo, levei vinte minutos para lê-lo, sorvi cada  palavra com tanto interesse, que fiquei triste quando acabou.
Sir. Conan Doyle mostrou que para escrever bem, não é preciso escrever muito. Algumas poucas palavras conseguem nos prender e, ainda, nos trazem lições de vida.

Recomendável a todos que curtem uma boa dose de mistério.

Para ler ou baixar o livro clique aqui